Ensaio clínico DREAMseq – Imunoterapia seguida de terapêutica dirigida resulta em maior sobrevivência global em doentes com melanoma da pele avançado com mutação BRAF V600 1024 603 Francesco Liti

Ensaio clínico DREAMseq – Imunoterapia seguida de terapêutica dirigida resulta em maior sobrevivência global em doentes com melanoma da pele avançado com mutação BRAF V600

O DREAMseq é um ensaio clínico de fase III desenhado para comparar a eficácia e toxicidade da sequência de nivolumab e ipilimumab seguida de terapêutica dirigida dabrafenib e trametinib em doentes com melanoma da pele  com mutação BRAF V600 estádios III e IV cujo tumor não possa ser removido por cirurgia.

Os doentes foram aleatorizados na proporção 1:1 para o braço A recebendo nivolumab e Ipilimumab ou para o braço B recebendo dabrafenib e trametinib. Em caso de progressão os doentes do braço A passavam para o braço C recebendo o tratamento dabrafenib e trametinib enquanto que os doentes do braço B passavam para o braço D recebendo o tratamento nivolumab e ipilimumab.

Foram incluídos 265 doentes e a idade média foi de 61 anos. Após um seguimento médio de 27,7 meses, 27 doentes passaram para o braço C e 46 para o braço D.

A sobrevivência global após dois anos foi de 72% para os doentes que receberam nivolumab e ipilimumab, seguido por dabrafenib e trametinib em comparação com 52% para os doentes que receberam a sequência inversa de tratamentos.

    O aumento da sobrevivência global foi observado pela primeira vez após 10 meses, reforçando a importância de mudar para uma terapia dirigida na pequena percentagem de doentes que progridem rapidamente com o tratamento inicial nivolumab e ipilimumab.

A toxicidade global de grau 3+ foi de 60% nos doentes que receberam o regime nivolumab e ipilimumab e 52% nos doentes que receberam o regime dabrafenib e trametinib.

    Iniciar o tratamento de doentes de melanoma da pele avançado com mutação BRAF V600 com imunoterapia em vez de terapêutica dirigida proporcionou uma melhor sobrevivência global neste estudo e poderá vir a levar a uma mudança na prática clínica, caso esta evidência venha a ser confirmada por outros estudos.

Para saber mais sobre o ensaio clínico clique aqui

 

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